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 Sena Madureira/Acre
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Ex-prefeito Nilson Areal é preso em Sena Madureira; pena pode chegar a 18 anos de reclusão Destaque

Acusado de peculato durante a chamada ‘AgroPurus de 2012’, o ex-prefeito Nilson Areal, de 52 anos, foi preso na tarde desta segunda-feira (12) em Sena Madureira.

Com um mandado de prisão em mãos, policiais civis que estavam sob o comando do delegado Rêmolo Diniz, encontraram Areal no bairro da Vitória, onde ele fazia campanha pedindo voto para seu irmão Ney Areal,  que é candidato a vereador, e para Mano Rufino, candidato a prefeito.

Areal não reagiu a prisão e também não foi algemado. Seguiu para o pronto socorro do hospital João Câncio Fernandes, onde passou pelo exame de corpo de delito. De imediato, foi levado ao presídio Evaristo de Moraes, onde deverá ficar preso até segunda ordem.

Com os olhos lacrimejando, Areal foi levado à uma cela no pavilhão onde estão presos considerados de bom comportamento.

Não quis fazer maiores declaração a imprensa, apenas disse estar surpreso com a acusação a qual prestou todos os esclarecimentos, em datas anteriores.

Segundo ele, a acusação seria de que não teriam havido os shows musicais. No entanto, existem fotos e testemunhas de que os shows, como o da banda Solteirões do Forró e até um gospel, realmente foram realizados durante a feira agropecuária.

Areal afirma que sua advogada irá impetrar um habeas corpus pedindo sua soltura. O ex-prefeito foi sentenciado a 18 anos e oito meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo crime de peculato.

Na sentença, fica comprovada a montagem de um esquema em Sena Madureira, entre os anos de 2011 e 2012, para o desvio e utilização indevida de verbas públicas. A situação foi descoberta após instauração de procedimento  investigativo criminal para apurar crimes praticados pelo ex-prefeito.

Nesse contexto, o Ministério Público Estadual (MPAC) ofereceu duas denúncias, das quais um processo aguarda julgamento e no outro ele foi condenado.

Nilson Areal nomeava, sem qualquer rigor técnico, particulares para prestar serviço na rede pública de Educação, pelo tempo de 1 a 3 meses. Como os funcionários fantasmas nunca apareceram para trabalhar, Nilson e Cecília criaram ordenações fictícias de despesas para justificar os pagamentos indevidos.

Peculato

Crime que consiste na subtração ou desvio, por abuso de confiança, de dinheiro público ou de coisa móvel apreciável, para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda; abuso de confiança pública. (Com informações do MPAC)

 

                                                                                                   Fonte: Contilnetnoticias

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